terça-feira, 14 de setembro de 2010

Líder do governo: Serra cai nas pesquisas porque "soa falso"

"O candidato esta que nem rabo de cavalo, só crescendo pra baixo..."
22 de maio de 2010 12h14 atualizado em 20 de julho de 2010 às 14h51
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Claudio Leal
Em linha diversa dos analistas de pesquisas, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), avalia que a exposição da pré-candidata Dilma Rousseff nos programas televisivos do PT não justifica o crescimento de sete pontos na sondagem do Datafolha, na qual está empatada com José Serra (PSDB) em 37%.
"Acho que não teve grande impacto, porque, nesse mesmo período, Serra teve uma exposição grande na televisão, maior do que a da Dilma, com muitos fatos positivos, muitas matérias elogiosas. Ainda ocorreram as declarações do Ciro, favoráveis a ele", analisa Vaccarezza.
Para o congressista, as intenções de voto em Dilma crescem "à medida que a população toma conhecimento de que ela é a única entre os candidatos que será capaz de dar continuidade às políticas sociais e econômicas do governo Lula".
Na pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (22), no jornal Folha de S. Paulo, Serra caiu cinco pontos e Dilma subiu sete. No voto espontâneo, quando os entrevistados não são apresentados a uma lista de candidatos, a pré-candidata do PT conta com 19%; Serra, 14%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Segundo Vaccarezza, a estratégia de Serra de preservar Lula dos ataques "soa falso" aos ouvidos do povo, já que o ex-governador paulista assumiu ministérios nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e fez oposição durante oito anos. "A população não é boba. Até a rejeição a ele aumentou. A verdade é que eles não têm eixo", opina.
O líder do governo ironiza o alcance das críticas de Serra ao "patrimonialismo do PT": "Aí é o tucanês. Em 2006, Alckmin inventou o 'choque de gestão'. Vestiu o jaleco do Banco do Brasil e um chapéu de couro. Ficou engraçado!".

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